Sony enfrenta ação coletiva por lucrar com aumento de preços do PS5 após tarifas

Consumidores alegam que empresa usou tarifas como pretexto para aumentos desproporcionais

A Sony foi alvo de uma ação coletiva movida por jogadores na Califórnia, acusando a empresa de obter lucros excessivos ao aumentar os preços do PlayStation 5 após a implementação de tarifas pelo governo Trump. O processo, protocolado no início deste mês, busca reembolsos para todos os consumidores que compraram consoles PS5 durante o período afetado.

O contexto das tarifas

Em 2025, o presidente Trump impôs tarifas abrangentes sob o International Emergency Economic Powers Act. Logo após, em agosto de 2025, a Sony elevou os preços do PS5, justificando a decisão com base em um "ambiente econômico desafiador". Meses depois, a Suprema Corte dos EUA se envolveu no tema — embora os detalhes dessa participação não tenham sido confirmados na fonte.

Os autores da ação alegam que a Sony recebeu um "ganho substancial" com os aumentos, sugerindo que os reajustes foram desproporcionais ao impacto real das tarifas nos custos de produção e distribuição.

Padrão na indústria

Este não é um caso isolado. Em abril, a Nintendo enfrentou processo similar movido por consumidores. Curiosamente, a própria Nintendo também processou o governo dos EUA por danos financeiros causados pelas tarifas, evidenciando a complexidade da situação.

Em escala ainda maior, a Amazon também foi alvo de ação coletiva relacionada a aumentos de preços atribuídos às políticas tarifárias da administração Trump.

A ação busca certificação como classe coletiva, o que permitiria que todos os compradores de PS5 no período relevante se beneficiassem de eventual decisão favorável. O desfecho pode estabelecer precedente importante sobre a responsabilidade de empresas ao repassar custos tarifários aos consumidores.